EDU FALASCHI: Carioca Club – São Paulo – 21/01/2018

No dia 21 de Janeiro de 2017, os fãs Paulistas da banda Angra tiveram um motivo para celebrar: Edu Falaschi, Aquiles Priester e Fábio Laguna, estavam novamente reunidos para um show da segunda parte da turnê “Rebirth of Shadows”, e que, nesse show, a banda teria a participação especial de ninguém mais, ninguém menos, que o Pai do Power Metal, Kai Hansen. Além de várias outras participações, como: Bruno Sutter, Thiago Bianchi, Alírio Netto, Tito Falaschi, Júnior Carelli e Tonka Raven.

Para a árdua missão de tocar os clássicos do Angra, Edu, Aquiles e Fábio, trouxeram com eles Diogo Mafra (Guitarra), Raphael Dafras (Baixo) e Roberto Barros (Guitarra).

A banda encarregada de fazer o esquenta do show, que excursionou com Edu e sua banda durante toda a segunda parte da turnê, foi a banda Paulista Acid Tree.

A banda entrou no palco as 18:45 ao som de uma intro densa, e começando a apresentação com a música título do até então, primeiro trabalho lançado da banda, o EP “Arkan”, já mostrando toda a essência de sua música, que se baseia em um Prog Metal mais pegado e consistente, com músicas um tanto quanto longas, prendendo a atenção de uns, e de outros nem tanto.

“Barren Lands”, que agitou mais o público com passagens mais rápidas e pesadas ao decorrer da música, e “Sweet Insanity” foram as próximas músicas executas, ambas as músicas são inéditas da banda, ainda não foram gravadas pela banda.

Então, o vocalista/guitarrista Ed Marsen vai a frente e agradece o público Sold Out, que ainda mantém nosso cenário nacional vivo.

“Adrift” foi a música seguinte, música que gerou o primeiro vídeo clipe da banda. Ao final de “Adrift”, a banda foi apresentada ao público, o trio é formado por Ivo Fantini (Baixo), Ed Marsen (Vocal/Guitarra) e Giorgio Karatchuk (Bateria), que também é conhecido como “shortinho”, que ao final da apresentação dos membros da banda, tomou o microfone e falou: “Nós gostaríamos de agradecer a vocês, que, no país do funk, da bunda, do funk e do Pablo Vittar, ainda lotam um show de Metal Nacional em pleno domingo”, e então, anuncia a saideira da banda, “Caged Sun”. Com aproximadamente 45 minutos de show, a banda deixa o palco sendo aplaudida pelo público, e imensamente agradecida por poder estar tocando em casa, em um show Sold Out.

Mesmo com as cortinas fechadas, era possível ver a correira dos roadies para desmontar todo o equipamento do Acid Tree, e deixar tudo pronto para a grande atração da noite.

Com alguns minutos de atraso do horário previsto, e os fãs inquietos, sedentos por mais uma dose de Metal, a intro “In Excelsis” começa a ecoar pelos PA’s da casa, sinalizando que tinha chegado a hora tão aguardada.

Aquiles Priester, Fábio Laguna, Raphael Dafras, Roberto Barros e Diogo Mafra entram no palco já executando a primeira música do set, “Nova Era”, Edu Falaschi é o último a entrar no palco, fazendo o Carioca Club explodir numa mescla entre gritos e pulos do público. Sem descanso, a banda já emendou “Acid Rain”, que logo no inicio da música já deixou todos boquiabertos com o agudo de alto alcance, mostrando que  sua saúde vocal está completamente em dia.

Após o término da segunda música do set, Edu se dirige ao público pela primeira vez, que teve a resposta em alto e bom som. Edu então fala que, a próxima música a ser executada, ele não se recordava de te-la tocado ao vivo na cidade de São Paulo, nem mesmo nas turnês com o Angra, e então, anuncia a música “Eyes of Christ”, música do EP “Hunters and Prey”, que foi lançado em 2002, logo após o lançamento do álbum “Rebirth”.

“Running Alone” e “Wishing Well” deram prosseguimentoprosseguimento ao show, eis que, Edu chama ao palco os dois primeiros convidados da noite, Júnior Carelli e Thiago Bianchi, ambos integrantes da banda Noturnall, e junto com eles, veio uma paulada sonora, “Angels and Demons” em uma magistral apresentação de Bianchi e Falaschi compartilhando os vocais; Carelli e Bianchi deixam o palco aplaudidos, e, assim que se retiram, a banda já engata “Heroes of Sand”.

Após “Heroes of Sand”, a banda faz uma pausa para Edu se comunicar com o público, Edu vai a frente e informa que a próxima música foi muito importante para a carreira do Angra, de um álbum que levou o Angra para outro patamar, e a música em questão contou com uma participação muito especial nas gravações, mas que, infelizmente, não pode comparecer no dia. Edu então, solicita para que o público faça a segunda voz daquela música, naquele momento os fãs já sabiam que música era, e estavam afiados para cantar a todo vapor, “Late Redemption”, que nas gravações do álbum “Temple of Shadows” contou com Milton Nascimento, agora era cantada em um coro uníssono pelo público, levando vários fãs, desde os mais velhos aos mais novos, as lágrimas, pois, realmente foi um momento emocionante, tanto para o público, quanto para a banda. “Unholy Wars” veio logo após, para não deixar pedra sobre pedra nessa parte do show.

Toda banda deixa o palco ao término de “Unholy Wars”, exceto o Polvo Aquiles Priester, que executa o seu famoso “PsychOctopus Solo”, um solo de aproxidamente 6 minutos, que mistura Metal com ritmos Brasileiros, e, até mesmo, uma parte da música “Brasileirinho”. Aquiles terminou ao solo ao som de “Aquiles! Aquiles! Aquiles!” sendo gritado a todo pulmão pelo público.

As luzes se apagam, e a intro do album “Aqua”, “Viderunt The Aquae”, e a banda volta ao palco presenteando os fãs com “Arising Thunder”, e, logo em seguida, “Millenium Sun”. Após “Millenium Sun”, Edu vai a frente do palco a anuncia o próximo participante especial, Alírio Netto, que junto com Edu, fizeram uma apresentação memorável e emocionante da música “Bleading Heart”.

Ao final da música, Edu se retira do palco junto com Alírio, e com a execução de “The Shadow Hunter” já em andamento, Edu reaparece no palco vestindo um chapéu e um sobretudo preto, aparentando ser, literalmente, um Caçador de Sombras. “Live and Learn” deu prosseguimento a festa, e, no meio da música, o microfone de Edu Falaschi para de funcionar, mas isso não impediu no andamento da música, na falta da voz de Edu, os milhares de fãs que lotavam a casa fizeram sua parte e cantaram a música num som alto e claro enquanto a equipe técnica resolvia o problema no microfone, que não durou muito tempo, e instantes depois Edu estava de volta ao palco arrebentando na apresentação.

Dado o encerramento de “Live and Learn”, Edu para, para fazer um pequeno discurso sobre como começou a ideia de fazer uma turnê cantando apenas suas músicas do Angra, e diz que tudo começou no Peru, em um show no qual ele foi convidado para cantar apenas músicas do Angra, coisa que ele não fazia desde a sua saída da banda. O show ocorreu em um festival, onde no momento do show de Edu, o público era de mais ou menos 2 mil pessoas que cantaram e se emocionaram com o repertório do show, e, após o show, Edu teve um encontro com o vocalista Joey Lynn Turner (Depp Purole, Yngwie Malmsteen, Rainbow, Hughes Turner Project… Entre outras) que também estava se apresentando no festival, e que até então, não conhecia a magistral história do Angra, e em uma conversa com Edu, ficou sabendo de toda a história de Edu com o Angra, que se estendeu por 12 anos, que ele havia saído da banda, e, após sua saída, nunca mais havia cantado músicas da banda, e então, segundo Edu, Joey falou: “Cara, por que você não canta mais as músicas da banda? Você é louco? Você fez parte da banda por 12 anos, você está jogando fora toda a sua história com a banda. Você não pode abandonar toda a sua história e os fãs que você construiu nesse tempo, volte a cantar Angra!”. E foi ai que a ideia de fazer uma turnê somente com as músicas do Angra começou. Edu também fala um pouco sobre o álbum em que a próxima música que seria executada no show está presente, fala que foi o álbum que levou o Angra para outro patamar, que foi um disco de conquistas para a banda, e que os convidados do álbum também fizeram parte disso. E eis que chega a hora mais esperada da noite, o público já estava ensandecido, pois sabiam o que viria a seguir, e então, Edu chama ao palco o Pai do Power Metal, o Mr. Kai Hansen, que entra no palco para o delírio do público, e no palco, junto com Edu após 13 anos, faz uma apresentação magistral de “Temple of Hate”, emocionando os fãs mais velhos, que tiveram o privilégio de presenciar aquilo há 13 anos, e também aos mais novos, que ficaram maravilhados com o poder daquela apresentação.

E a apresentação com Kai Hansen não parou por aí, enquanto os Roadies arrumavam a guitarra de Kai Hansen, Edu chama mais um convidado especial, o vocalista Bruno Sutter (Detonator/Massacration), e também a baixista Tonka Raven, esposa de Kai Hansen, para a apresentação da música “Rebellion In Dreamland” do Gamma Ray, e também um dos maiores hinos do Power Metal, “I Want Out”, do Helloween, já sem a presença de Bruno Sutter. Kai Hansen e Tonka deixam o palco visivelmente felizes e empolgados, pois acabaram de fazer um espetáculo que tirou todo o público do chão e fez todos cantarem a plenos pulmões.

E o espetáculo continua, após Tonka e Kai deixarem o palco, Edu tira um tempo para apresentar a banda ao público, e o público de São Paulo como sempre brincalhão e extrovertido, começaram a brincar com o Guitarrista Roberto Barros, o chamando de “Safadão”, e o guitarrista se diverte fazendo uma dancinha. Depois de ser apresentado (Como se precisasse de alguma apresentação), o baterista Aquiles “Polvo” Priester sai de trás do seu maquinário de guerra e vai para frente do palco para conversar com o público, e diz: “Eu estava com muita saudade do público do Angra, muito obrigado por fazerem essa show hoje Sold Out, vocês são foda!” e completa “Eu nunca imaginei que eu ia tocar Angra de novo, fazia 10 anos que eu não tocava. Esses últimos 30 shows que fizemos, eu nunca tinha me divertido tanto tocando Angra” e ainda faz questão de enfatizar uma coisa: “Se não fosse esse cara que nos uniu, nós não estaríamos celebrando essa noite… Eu quero apresentar pra vocês o maior vocalista de Heavy Metal de todos os tempos, o compositor dos discos Rebirth e Temple of Shadows… Edu Falaschi!” e o Carioca Club foi tomado por gritos de “Edu! Edu! Edu!” que se prolongou por alguns minutos.

Após o público “se acalmar”, Edu retorna ao microfone e fala mais um pouco, dessa vez sobre os problemas que ele já enfrentou na carreira, e com lágrimas escorrendo dos olhos, Edu diz: “Eu tive dificuldades, problemas de saúde, de dinheiro, e esse cara, foi meu pai, ele que me segurou e me fez estar aqui hoje a noite. Eu dedico a minha carreira ao meu irmão, Tito Falaschi”. Tito então vem ao palco e se junta ao seu irmão para uma apresentação emocionante de “Rebirth”, que arrancou lágrimas dos olhos de vários fãs, e mais uma vez, dos olhos do vocalista Edu Falaschi.

E infelizmente, o show chegava ao seu fim; a banda faz a saideira com uma apresentação poderosa de “Spread Your Fire”, para não deixar pedra sobre pedra daquele espetáculo que, com certeza, vai ficar para sempre na memória daqueles que tiveram o privilégio de poder presenciar.

 

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