Heavenless – Whocantbenamed (2017)

Heavenless – Whocantbenamed (2017)
(Rising Records – Nacional

Por Leandro Vianna

A força do cenário nordestino é algo indiscutível nos dias de hoje, vide a quantidade de grandes nomes oriundos de lá. De todos os estados, o Rio Grande do Norte é um dos maiores e melhores celeiros de bandas, e é de lá que vem o Power Trio Heavenless, banda formada no ano de 2016 por Kalyl Lamarck (vocal/baixo, Monster Coyote), Vinícius Martins (guitarra, Bones in Traction) e Vicente “Mad Butcher” Andrade (bateria, Bones in Traction), e que já nos apresenta seu debut, intitulado Whocantbenamed.

A aposta do trio é bem clara: Death/Thrash pesado, bruto, mas com influências evidentes de estilos como Groove Metal e Deathcore, gerando assim uma música moderna, com um ar atual e longe de soar datada. Definitivamente, esse é o grande diferencial do Heavenless. Além disso, mostram uma coesão absurda para uma banda tão nova e grande técnica, algo perceptível para qualquer um que preste atenção nos ótimos arranjos aqui apresentados e nas variações de andamento presentes. Os vocais de Kalyl não são apenas agressivos, como também bem diversificados, e ele, ao lado de Vicente, forma uma ótima parte rítmica. Já Vinícius é responsável por alguns dos riffs mais agressivos que você escutará em se tratando de Metal Nacional nesse ano de 2017.

São 9 faixas aqui presentes, todas elas de ótima qualidade, com destaques evidentes para “Enter Hades”, com boa cadência, brutalmente agressiva e com boas mudanças de tempo, a furiosa e pesada “Hopeless”, a angustiante e densa “The Reclaim”, “Odium”, que faz jus ao nome, simplesmente avassaladora e com grande destaque para o desempenho da bateria e “Deceiver”, um verdadeiro murro no pé do ouvido, veloz e mais puxada para o Death Metal. Mas ressalto novamente, TODAS as músicas de Whocantbenamed possuem qualidade.

Na parte técnica, a produção, mixagem e masterização foram realizadas por Cassio Zambotto, que conseguiu obter um ótimo resultado. Conseguiu deixar tudo muito claro, audível, mas ser precisar abrir mão da agressividade e do peso que a música dos potiguares pede. A parte gráfica segue o mesmo padrão de qualidade do restante do trabalho, tendo ficado a cargo de Hugo Silva e combinando perfeitamente com a proposta da banda.

Apresentando uma música pesada, bruta e muito agressiva, o Heavenless nos apresenta um som moderno, mas sem soar “modernoso”, saindo da zona de conforto na qual muitas bandas optam por ficar e soando empolgante. Canções para te fazer sair batendo cabeça pelo quarto e moer pescoços alheios. Uma das grandes revelações nacionais de 2017.

 

Track List:

01. Enter Hades
02. Hopeless
03. The Reclaim
04. Hatred
05. Soothsayer
06. Odium
07. Uncorrupted
08. Deceiver
09. Point-blank

Line Up:

– Kalyl Lamarck (vocal/baixo);
– Vinícius Martins (guitarra);
– Vicente “Mad Butcher” Andrade (bateria).

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