RHAPSODY: Tom Brasil – São Paulo/SP – 07/01/2017

No último dia 07 de Janeiro, o Rhapsody estacionou em São Paulo para fazer o segundo, e último show da “20th Anniversary Farewell Tour” na cidade. E o convidado que teve a honra de fazer a abertura do evento, foi o poderosíssimo Soulspell.

 

Assim que adentramos a casa, por volta das 18:20, já era possível ouvir a Intro do show ecoando pela casa, e os integrantes da banda começando a entrar no palco.
A banda abriu o show com a música título de seu segundo álbum, “The Labyrinth of Truths”, que veio seguida de “The End You’ll Only Know at the End” e “Troy”, sem descanso, mostrando todo o poder do Metal Opera Brasileiro, executado 100% Ao Vivo, com todos os vocais, coros e backing vocals.

O show prosseguiu com “Into The Arc of Time” e “Age of Silence”. O Soulspell dedicou a música “Age of Silence” ao vocalist da banda Dark Avanger, Mario Linhares, que infelizmente, morreu no dia 22/12/2017, vítima de Edema Pulmonar. Mario já havia gravado com o Soulspell no álbum “A Legacy of Honor” e também saiu em turnê com a banda.

 

Após a belíssima homenagem a Mario Linhares, que foi devidamente aplaudida e ovacionada por todos os fãs presentes, o show prosseguiu com “Father and Son” e “Dungeons and Dragons”, música que foi gravada com Fabio Lione, e que os fãs esperavam uma participação especial no show, que infelizmente, não aconteceu. Para a próxima música, a banda chamou o músico Diego Fiori para tocar baixo, então, executaram o seu “Hit internacional” a música “Adrift”, que veio seguida de “The Second Big Bang”. Após “The Second Big Bang”, a banda infelizmente anuncia sua última música, que foi “A Secret Compartment”. A banda deixou o palco sendo merecidamente aplaudida pelo público.

Cerca de uma hora depois, com a casa um pouco mais cheia, as luzes se apagam, e a intro “In Tenebris” começa ecoar pela casa, anunciando a vinda da atração principal da noite ao palco. Os fãs começam ir a loucura e a banda entra no palco ao som de “Dawn Of Victory”, deixando os fãs incendiados, cantando a todo vapor. Os fãs cantavam tão alto, que em certos momentos era até difícil escutar a voz de Fabio Lione. Logo em seguida o Rhapsody engatou “The Village of Dwarves”, que não era tocada ao vivo pela banda desde 2005, e a música título do quinto álbum da banda, “Power of the Dragonflame”, que também não era executada Ao Vivo há um bom tempo, desde 2002.

O show prosseguiu com “Beyond the Gates of Infinity”, “Knight Riders of Doom”, “Wings of Destiny”, e eis que uma grande surpresa, que nenhum fã esperava, estava chegando… Lione vai à frente do palco e começa a se comunicar com o público, falando que iriam tocar uma música que a banda NUNCA tinha reproduzido Ao Vivo, e que aquela música precisava de, no mínimo, cinco vocalistas e três bateristas para ser tocada, e eis que veio “When Demons Awake”, do álbum “Power of the Dragonflame”, era bem visível o espanto e emoção no rosto dos fãs ao ver essa música ao vivo, que foi executada com extrema maestria.

O show prosseguiu com duas músicas do álbum “Symphony of Enchanted Lands”, que foram “Riding the Winds of Eternity” e “Symphony of Enchanted Lands”, que também foram cantadas em alto e bom som pelos fãs, novamente, a voz dos fãs se sobressaia mais que os instrumentos da própria banda, e era nítida a felicidade nos rostos dos músicos em ver os fãs árduos, cantando a plenos pulmões seus maiores clássicos.
Após dois clássicos de  “Symphony of Enchanted Lands”, os músicos deixam o palco e Fabio Lione anuncia que os fãs presenciariam um espetáculo do baterista Alex Holzwarth, que presenteou os fãs com um exímio solo de bateria, cheio de técnica, feeling e bumbos duplos, dignos do título “Double Boss”.

“Land of Immortals”, música que foi a primeira demo da banda, que na época ainda era conhecida como “Thundercross”, deu prosseguimento ao show, juntamente com “The Wizard’s Last Rhymes”, e novamente, os integrantes da banda deixam o palco, ficando somente o baixista Patrice Guers, que deixou para os fãs, um belíssimo solo de baixo, com o mais puro groove e feeling.

Após o termino de seu exímio solo, Lione volta ao palco e pede para que Patrice se retire para descansar, pois iria precisar dele descansado para as próximas músicas, e então, Patrice se retira do palco, deixando ele totalmente para Lione. Então, Lione começa a contar uma história (Que pode muito bem ser uma estória), de que um dia ele estava apressado para voltar para casa, e quando chegou perto de seu carro na rua, avistou duas pessoas encostadas no carro, que segundo ele, eram o famoso tenor Andrea Bocelli e sua esposa, que perguntou para Fabio se ele era músico de alguma banda, e qual função ele exercia dentro da banda. Os fãs começaram a duvidar e rir, e Lione jurou que a história era a mais pura verdade, e disse que em homenagem a isso, iria cantar uma música de Andrea, e num belo solo, cantou “Con te partirò”, ovacionado pelos fãs.

Com a banda toda de volta ao palco, Lione anuncia a próxima música do set, que é uma das melhores e mais conhecidas músicas do Rhapsody, “Holy Thunderforce”, em que o coral dos fãs e a voz de Lione se juntaram lindamente, dando novamente o toque de emoção no olhar dos músicos. Após o término de “Holy Thunderforce”, a banda deixa o palco.
Após alguns minutos, a banda retorna para a parte derradeira do show, e voltam com força total ao som de “Rain of a Thousand Flames”, que veio seguida de “Lamento Eroico”. E então, Fabio Lione, pela última vez, se dirige ao público, agradecendo a todos pelo apoio nos mais de 20 anos de banda, e anuncia a que próxima música, seria a última, e não poderia ser uma música diferente se não o hino do Rhapsody, “Emerald Sword”, que levou o público a euforia, com toda a energia como se fosse a primeira música da noite. A banda convida todos os fãs para tirarem a última foto, e deixam o palco sendo ovacionados, com louvor, pelo belíssimo espetáculo que fizeram naquela noite, que ficará na memória dos presentes como o último show do Rhapsody na cidade.

 

 

 

 

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